A Justiça colocou em liberdade provisória a mulher de 30 anos presa em flagrante por suspeita de maus-tratos contra um cachorro da raça pitbull em Garça. A decisão saiu nesta segunda-feira (19), durante audiência de custódia realizada por videoconferência.
Apesar da soltura, a investigada continuará respondendo ao processo. Além disso, o Judiciário determinou uma série de medidas cautelares que ela deverá cumprir enquanto o caso segue em andamento.
Entre as exigências impostas pela Justiça estão a obrigação de comparecer aos atos do processo, manter o endereço atualizado e não deixar a Comarca de Garça por mais de oito dias sem autorização judicial. A exceção vale apenas para deslocamentos relacionados ao trabalho em Marília.
Segundo a decisão, o eventual descumprimento das medidas pode resultar em nova prisão.
Polícia encontrou animal em situação crítica
Policiais civis da Delegacia de Garça foram até o imóvel após receberem denúncia anônima de possível maus-tratos. A equipe localizou o animal em uma casa na rua Borba Gato.
De acordo com o boletim de ocorrência, o cachorro, de aproximadamente seis meses, apresentava sinais severos de debilidade física. Os investigadores encontraram o pitbull preso por corrente e corda, sem abrigo adequado e exposto ao tempo.
Além disso, os policiais relataram que o local tinha acúmulo de fezes, entulhos e água imprópria para consumo. Conforme o registro, o animal também apresentava infestação de carrapatos.
Após o resgate, equipes encaminharam o cachorro para atendimento veterinário na Clínica Izar. Um laudo médico apontou quadro severo de maus-tratos, incluindo desnutrição extrema, apatia e suspeita de doença do carrapato.
Investigada negou abandono do animal
Durante depoimento, a mulher negou ter abandonado a cadela. Segundo a versão apresentada à polícia, ela havia se mudado recentemente e deixou o animal temporariamente no antigo imóvel enquanto organizava a nova residência.
A investigada afirmou ainda que retornava ao local para alimentar e cuidar do cachorro.
Ainda conforme o registro policial, ela também responderá por desacato após ofender um dos investigadores durante a ocorrência. A polícia informou que precisou usar algemas devido ao comportamento exaltado da mulher.
O inquérito segue em andamento e a atendente continuará respondendo pelos crimes de maus-tratos a animal e desacato.






