A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19) a Operação Aequitas para investigar a divulgação de conteúdo racista em uma plataforma digital de mensagens.
Segundo a PF, a investigação começou após uma entidade de proteção aos direitos humanos denunciar a existência de um canal que publicava mensagens ofensivas e material discriminatório contra pessoas negras.
De acordo com os investigadores, as publicações associavam inferioridade intelectual e física à população negra. Além disso, o grupo também divulgava conteúdos pseudocientíficos com teor racista.
PF identificou possível administrador do canal
Durante a apuração, os policiais federais conseguiram identificar o possível responsável pela administração do canal investigado.
Além disso, a investigação também apontou ligações entre dispositivos eletrônicos, conexões de internet e as práticas criminosas analisadas pela Polícia Federal.
Nesta manhã, agentes federais cumpriram mandado de busca e apreensão na cidade de Paulista, na Paraíba.
Justiça autorizou quebra de sigilo
A Justiça Federal expediu a decisão judicial que autorizou as buscas.
Além disso, o Judiciário também determinou a quebra de sigilo telemático do investigado para aprofundar a coleta de provas.
A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o conteúdo apreendido durante a operação nem informou se houve prisões até o momento.
O caso segue sob investigação e poderá resultar em responsabilização criminal por prática de racismo, crime previsto na legislação brasileira.






