A repercussão do caso de crueldade animal registrado em Garça levou uma empresa da cidade a desligar o funcionário investigado pela morte de um gato em um condomínio residencial. A Darma confirmou a demissão nesta terça-feira (19) e divulgou uma nota oficial sobre o episódio.
No comunicado, a empresa afirmou que a conduta atribuída ao jovem contraria os princípios, valores e regras internas da companhia. Além disso, a direção destacou que o comportamento não representa a cultura construída pela organização ao longo de seus 62 anos de atuação.
Ao mesmo tempo, a empresa também rebateu rumores espalhados nas redes sociais. Segundo a nota, o investigado não é filho de nenhum dos sócios da Darma e não possui participação na gestão do grupo.
A companhia explicou ainda que existe apenas um vínculo familiar sem relação direta com a administração da empresa. Por fim, a direção informou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Caso causou revolta entre moradores
O crime ganhou repercussão no último sábado (16), depois que um porteiro encontrou o corpo do animal dentro de uma churrasqueira em um condomínio na Vila Williams, em Garça.
Logo após o chamado, equipes da Polícia Militar seguiram até o local e iniciaram os levantamentos da ocorrência.
Durante a perícia inicial, os policiais localizaram uma garrafa de óleo de cozinha e um galão com vestígios de combustível perto da churrasqueira. Por causa disso, a Polícia Civil passou a investigar o caso como maus-tratos a animal com resultado morte.
Além disso, imagens do sistema de monitoramento do condomínio ajudaram os investigadores a identificar rapidamente o suspeito.
Investigado responde ao processo em liberdade
Ainda no sábado, policiais civis localizaram e prenderam o jovem em flagrante. Em seguida, a equipe apresentou a ocorrência na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília.
Entretanto, após passar por audiência de custódia no domingo (17), ele deixou a prisão e passou a responder ao processo em liberdade.
Mesmo assim, o inquérito policial continua em andamento. Atualmente, a legislação brasileira prevê pena de até cinco anos de prisão para casos de maus-tratos contra animais com resultado morte.






