A Corregedoria Geral da Prefeitura de Marília identificou indícios de fraude em abastecimentos de um veículo oficial da Secretaria Municipal da Saúde. Por isso, o órgão decidiu abrir Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra um motorista da frota municipal.
A decisão apareceu na Portaria nº 49.033, publicada em 13 de maio de 2026. O corregedor-geral Bruno Valverde Alves de Almeida assinou o documento.
A investigação começou em novembro do ano passado. Na época, a Corregedoria recebeu uma denúncia interna sobre possíveis irregularidades nos abastecimentos de um veículo oficial da Saúde.
Depois disso, a Comissão Permanente de Sindicância iniciou a apuração. Os investigadores analisaram relatórios do sistema de controle de combustível, informações da coordenação de frota e depoimentos de motoristas.
Investigação aponta abastecimentos simulados
Segundo o relatório final, os investigadores encontraram indícios suficientes de autoria e materialidade contra o servidor. A Prefeitura, no entanto, não divulgou o nome do motorista.
A comissão concluiu que o funcionário teria simulado abastecimentos do veículo oficial durante cerca de seis meses. Com isso, o suposto esquema teria causado prejuízo aos cofres públicos.
Além disso, o parecer da sindicância afirma que o conjunto de provas sustenta os indícios da possível fraude.
O relatório também aponta que o servidor teria realizado abastecimentos fictícios do carro oficial para gerar desvios financeiros.
Caso ainda pode virar investigação criminal
Com base nas conclusões da sindicância, a Corregedoria determinou a abertura do Processo Administrativo Disciplinar.
Agora, o PAD vai apurar oficialmente a responsabilidade funcional do motorista investigado.
Se confirmar as irregularidades, a Prefeitura poderá aplicar punições administrativas previstas na legislação municipal.
Além disso, após o encerramento do procedimento interno, o município deverá encaminhar o caso à Polícia Civil. Dessa forma, a investigação poderá avançar também na esfera criminal.






