Trinta publicações que prometiam dinheiro a quem topasse cometer crimes saíram do ar em TikTok e Meta por ordem da polícia sueca. O anúncio da corporação veio nesta sexta-feira (21), e as remoções vêm sendo determinadas desde meados de julho. O motivo: as redes sociais viraram terreno cada vez mais usado por criminosos.
Já são mais de dez anos de tentativas do país nórdico de frear a violência de gangues, ligada sobretudo a vinganças e à disputa pelo comércio com drogas.
Jovens no alvo do recrutamento
Adolescentes seriam o alvo preferido desses grupos, recrutados por redes sociais e aplicativos com mensagens protegidas por criptografia. A aposta seria a de que, presos, esses jovens escapariam da cadeia — e por isso receberiam dinheiro para executar crimes, homicídios inclusive.
O método se repete e funciona. Tudo começa com um anúncio publicado às claras em plataformas como TikTok, Instagram ou Snapchat. Respondida a oferta pelo jovem, o diálogo migra para um serviço de mensagens criptografadas.
As quantias prometidas iriam de 10 mil coroas — algo em torno de 5.185 reais — a vários milhões, conforme o tipo de crime, informou a porta-voz. Nada disso costuma se concretizar: “São falsas as promessas utilizadas para atrair os jovens para a criminalidade”, acrescentou. Raramente o pagamento acontece, e menos ainda nos valores anunciados.
A lei que obriga TikTok e Meta a remover conteúdo
Uma porta-voz da corporação explicou por e-mail à agência AFP que há uma lei em vigor desde 15 de julho: “contamos com uma legislação que nos permite ordenar às plataformas que retirem conteúdos de recrutamento online no prazo de uma hora”. Das 30 ordens já enviadas, 29 tiveram o TikTok como destinatário e uma foi para a Meta, segundo ela.
Todas as retiradas foram cumpridas por TikTok e Meta. Ainda assim, a corporação cobra das empresas de tecnologia mais atenção ao problema e vigilância mais firme sobre o que circula nas plataformas.
A redução da idade de responsabilidade penal de 15 para 14 anos passou pelo Parlamento sueco em 13 de agosto. A mudança começa a valer em 10 de setembro.
Pela regra em vigor no país, as plataformas têm uma hora para tirar do ar conteúdo de recrutamento assim que recebem a ordem policial.




