Diante dos colegas de turma, um aluno de sete anos teria sido colocado em pé e exposto a xingamentos por uma professora da rede estadual, durante uma aula em uma escola de Marília. O episódio resultou em denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e no afastamento judicial da mulher de suas atividades profissionais.
O pedido de afastamento partiu do promotor de Justiça André Ferraz de Assis Pinto, responsável pela denúncia, que foi aceita pela Justiça.
Como o episódio teria ocorrido
Segundo consta na denúncia, os fatos teriam ocorrido em 15 de abril deste ano, no meio de uma aula do ensino fundamental na qual a professora da rede estadual lecionava.
Em frente aos colegas, a criança teria sido colocada de pé por determinação da mulher, que passou a se dirigir a ela em tom ríspido, agressivo e irônico, de acordo com a acusação.
Aos gritos, a suspeita teria chamado o menino de “preguiçoso” e “folgado”, conforme relatado no processo, e anunciado diante da turma que lhe atribuiria nota zero.
Um áudio da cena foi anexado aos autos como prova do ocorrido.
O enquadramento penal se deu pelo artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), lei que protege crianças e adolescentes contra humilhação e vexame.
O que diz o Ministério Público sobre o caso da professora da rede estadual
Novas humilhações e sofrimento psíquico contínuo poderiam atingir a criança caso a mulher continuasse em contato diário com ela, argumentou o Ministério Público na manifestação que justificou o afastamento cautelar. Por ora, a suspeita permanece afastada de suas atividades por determinação judicial, enquanto o processo segue em andamento.




