O convênio que mantém o Samu Marília em funcionamento ficou mais caro. A Prefeitura reajustou o acordo em 4,1% e elevou o valor anual para R$ 11.660.335,25. O terceiro termo aditivo saiu na edição de sábado (4) do Diário Oficial do Município (Domm).
O acordo é mantido com a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, responsável por operar o Samu Marília e o programa Melhor em Casa. Na prática, o reajuste apenas recompõe os custos diante da inflação e do aumento das despesas. Portanto, o aditivo é só financeiro e não altera estrutura, equipes ou cobertura.
Operação passa de 22 mil atendimentos por ano
Os números mostram o tamanho do serviço. Em 2025, o Samu realizou 22.646 atendimentos na cidade. Já entre janeiro e junho deste ano, foram 10.297 chamados. Nesse ritmo, o total de 2026 deve ficar próximo ao do ano passado.
Hoje, a estrutura conta com duas Unidades de Suporte Avançado (USA), quatro Unidades de Suporte Básico (USB) e uma motolância. Há ainda três ambulâncias e uma motocicleta reserva, usadas quando os veículos principais estão em manutenção. Além disso, o convênio inclui a Central de Regulação Médica de Urgência, que funciona 24 horas por dia. Ela organiza os chamados da rede regional e coordena a transferência de pacientes graves entre hospitais.
Terceiro aditivo do contrato
O acordo também abrange o Melhor em Casa, voltado a quem precisa continuar o tratamento fora do hospital. Com o novo aditivo, o convênio segue válido até 8 de novembro de 2027, sem mudanças na estrutura ou nos serviços.
Este é o primeiro reajuste anual previsto desde a assinatura, mas o contrato já teve outros dois aditivos financeiros. Em setembro de 2023, a Prefeitura liberou R$ 73,1 mil para bancar o piso nacional da enfermagem. Depois, em março deste ano, firmou outro de R$ 166,8 mil para novas contratações. Diferentemente desses dois, no entanto, a atualização atual só repõe o valor anual do convênio, sem mexer nas condições já existentes.



