Ao menos 21 pessoas ficaram feridas, duas em estado grave, depois que um terremoto de magnitude 4,7 atingiu a região dos Campos Flégreos, na Itália, na noite de sexta-feira (31/7). O abalo provocou desabamentos, deslizamentos de rochas e danos estruturais em Nápoles e cidades vizinhas, mas a Defesa Civil italiana não registrou mortes até o momento.
Onde e como o tremor aconteceu
O epicentro ficou localizado entre os municípios de Pozzuoli e Quarto, a cerca de três quilômetros de profundidade, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV). O horário registrado foi 19h46, no horário local. Essa área abriga a maior caldeira vulcânica ativa da Europa, e a proximidade do abalo com a superfície fez com que Nápoles e municípios vizinhos sentissem o impacto com bastante intensidade. Ao longo da noite, ainda houve dezenas de tremores secundários, todos de magnitude menor.
Segundo o ministro italiano da Proteção Civil, Nello Musumeci, alguns prédios desocupados desabaram por causa do terremoto. Em Pozzuoli, um trecho do muro de um imóvel caiu e atingiu carros estacionados nas proximidades com pedaços de rocha. Já em Bacoli, autoridades locais relataram fachadas caídas, deslizamentos em paredes rochosas e outros danos em construções — sem que nenhuma delas fosse classificada como inabitável.
Impactos na energia e no transporte
A queda de um poste de alta tensão, conforme informou a prefeitura de Nápoles, deixou algumas áreas da cidade sem energia elétrica durante o abalo; o fornecimento foi normalizado depois com o sistema de reserva. Linhas de trem e metrô da região também precisaram ser suspensas para vistorias de segurança, retomando a operação aos poucos conforme as primeiras avaliações eram concluídas.
Bombeiros seguem inspecionando edifícios em busca de rachaduras e riscos estruturais, e algumas famílias deixaram suas casas por precaução enquanto as verificações continuam.




