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Sarampo: 16 dos 19 casos do Brasil estão em São Paulo

Entidade médica pede reforço na vacinação de trabalhadores para evitar surto

Pedro Ribas
Pedro Ribas
doe sangue

Dezenove casos de sarampo já foram confirmados neste ano no Brasil, com 16 deles concentrados em São Paulo. O número acendeu o alerta da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), que pediu reforço na vacinação dentro das empresas. A meta é frear a doença antes que ela se espalhe pelos ambientes de trabalho e chegue às famílias dos funcionários.

Segundo a entidade, cabe às empresas dar mais acesso à vacina e investir em campanhas de conscientização com base em dado científico, não em achismo.

Por que o alerta agora

O sarampo se espalha com facilidade, e a vacina segue sendo o único jeito eficaz de barrá-lo. Em 2024, o Brasil recuperou o status de país livre da circulação contínua do vírus. Apesar disso, casos trazidos de fora e focos isolados continuam surgindo — sinal de que a cobertura vacinal não pode cair.

A recomendação da ANAMT é direta: cada trabalhador deve conferir sua própria carteira de vacinação. Quem não tiver comprovante ou estiver em dúvida sobre as doses recebidas deve ir a uma unidade básica de saúde.

O aviso vale também para os médicos do trabalho. Em exames admissionais, periódicos, de retorno e demissionais, esses profissionais precisam aproveitar a consulta para orientar sobre a vacina — principalmente entre quem atua na saúde e outros grupos mais expostos ao risco.

Como funciona a vacinação

A tríplice viral é a vacina de referência contra o sarampo. Ela protege ainda contra caxumba e rubéola, e está disponível de graça nas Unidades Básicas de Saúde. O calendário nacional prevê a primeira dose aos 12 meses. Aos 15 meses, entra a tetra viral, que soma proteção contra a varicela.

Entre 1 e 29 anos, quem não comprovar as duas doses precisa iniciar ou completar o esquema. Já na faixa de 30 a 59 anos, sem registro anterior, uma dose única já basta — exceto para profissionais da saúde, que precisam das duas doses independentemente da idade, dado o contato maior com o risco de contágio.

Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias podem receber a “dose zero” em situações pontuais, como bloqueio vacinal, varredura em região específica ou viagem a local com surto ativo. Essa dose extra não substitui as do calendário regular.

Há contraindicação em quatro casos: gestantes, crianças com menos de 6 meses, pessoas com imunossupressão grave e quem já teve reação alérgica séria a algum componente da vacina. Fora essas exceções, a orientação é buscar a UBS mais próxima e colocar a carteira de vacinação em dia.

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JGL