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Julgada por falsa identidade, ré fingiu ser menina de 12

Mulher de 38 anos morou 14 meses com família de Joinville e sentença sai em até cinco dias

Reprodução
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Uma mulher de 38 anos é acusada de falsa identidade e estelionato por se passar por uma menina de 12 anos para enganar uma família de Joinville, em Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil, ela chegou até os moradores por indicação de um pastor de igreja, usou nome falso e disse ter 18 anos. Também alegou experiência em panificação e procura por emprego.

Aos poucos, ela passou a relatar doenças e falta de dinheiro, o que sensibilizou a família. Já com a confiança dos moradores, mudou a versão: disse ter 11 anos e afirmou ter sofrido abusos. O casal então a convidou para viver na casa. Houve até festa pelos supostos 12 anos, e a família bancou um tratamento para emagrecimento com o medicamento Mounjaro.

Como a falsa identidade foi descoberta

A mulher morou cerca de 14 meses no imóvel, acolhida como filha adotiva. Uma tia da família desconfiou no fim de maio, pesquisou na internet e achou notícias sobre casos parecidos atribuídos a ela em outros estados. O alerta às autoridades deu início à investigação.

A prisão aconteceu em 2 de junho, dentro da casa das vítimas. À polícia, ela admitiu ter repetido o golpe em Curitiba, Nova Iguaçu e em municípios de Minas Gerais, Goiás e Ceará.

A audiência e o prazo da sentença

A Justiça de Santa Catarina realizou a audiência de instrução nesta quarta-feira (19). Ela responde por falsa identidade e estelionato.

A acusada acompanhou a sessão por videoconferência, da prisão preventiva em que está desde 2 de junho. Foi presa que ela completou 38 anos, no dia 10 daquele mês. A defesa pediu a soltura e a absolvição; o Ministério Público foi contra liberá-la e pediu condenação.

Depuseram o casal que, conforme a acusação, acreditou estar diante de uma criança, o filho deles e um policial civil, todos arrolados pela acusação. Um psiquiatra e uma psicóloga, responsáveis pelas avaliações técnicas, também falaram.

Os advogados Sarita Henrique de Paiva e Lúcio Sousa defendem a absolvição. Para eles, os laudos do processo mostram que a acusada tem quadros psiquiátricos e precisa de tratamento.

Os laudos estão sob segredo de Justiça. Nomes das testemunhas e conteúdo dos depoimentos também seguem em sigilo.

Com a instrução encerrada, o processo chega à fase final. O juiz informou que a sentença sai em até cinco dias.

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