SERVIDOR DA SAÚDE

Marília abre processo contra socorrista investigado por assédio

Servidor da Saúde é alvo de PAD após denúncia envolvendo usuária com deficiência atendida pelo município
Divulgação
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A Corregedoria Geral do Município de Marília abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar um motorista socorrista da Secretaria Municipal da Saúde suspeito de assédio e possível agressão contra uma paciente atendida pelo serviço público.

O corregedor-geral Bruno Valverde Alves de Almeida assinou a portaria que oficializou a abertura do procedimento no último dia 14 de maio.

A denúncia chegou à Corregedoria após relatos de comportamento inadequado do servidor durante o transporte de uma usuária da rede municipal de saúde. Por causa disso, a Prefeitura de Marília iniciou uma sindicância ainda em março deste ano para analisar o caso.

Comissão identificou indícios durante sindicância

Segundo o relatório final da Comissão Permanente de Sindicância, a investigação encontrou indícios suficientes para justificar a abertura do PAD.

As apurações mostram que o motorista transportou a usuária em fevereiro deste ano para atendimento na Associação Mariliense de Esportes Inclusivos (Amei). Depois disso, a mãe da jovem procurou as autoridades e apresentou denúncia formal.

Conforme o relato da família, a paciente começou a receber mensagens no celular após o atendimento. Além disso, a jovem teria pedido para apagar o contato do servidor.

A mãe também percebeu mudanças no comportamento e no humor da filha. Segundo o documento, a jovem revelou o episódio somente após insistentes questionamentos feitos pela família.

Motorista confirmou contato telefônico

Durante a sindicância, o motorista confirmou que mantinha contato com a usuária por telefone. Além disso, ele admitiu que as conversas chegaram a um “teor inadequado”. Por esse motivo, decidiu bloquear o número posteriormente.

Para a comissão responsável pela apuração, a proximidade criada pelo servidor já demonstra conduta incompatível com a ética e a disciplina exigidas no serviço público.

O relatório ainda aponta que, segundo informações apresentadas pela mãe, a usuária possui deficiência mental que reduz significativamente sua idade cognitiva.

Agora, com a instauração do PAD, o servidor responderá formalmente ao processo administrativo. Caso a investigação confirme irregularidades, a administração municipal poderá aplicar punições previstas na legislação, incluindo demissão.

Mesmo assim, o procedimento garante ao investigado direito à ampla defesa e ao contraditório.

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