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Valores esquecidos no sistema financeiro somam R$ 315 milhões sacados em maio

Banco Central mantém mais de R$ 10 bilhões disponíveis para consulta gratuita pelo SVR

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
JGL

Em maio, os brasileiros sacaram R$ 315 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro. O Banco Central divulgou esses dados nesta terça-feira (8). Desde sua criação, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 10,7 bilhões. Ainda permanecem disponíveis R$ 10,1 bilhões para resgate.

O SVR permite que qualquer pessoa física, empresa ou representante legal verifique se há valores esquecidos em bancos, consórcios ou instituições financeiras. A consulta é simples e gratuita. Para isso, basta informar CPF e data de nascimento ou, no caso de empresas, o CNPJ e a data de abertura.

Como fazer o resgate

Para resgatar os valores, o cidadão deve acessar o sistema com a conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, com verificação em duas etapas.

Além disso, em maio, o Banco Central lançou a opção de resgate automático. Com essa nova funcionalidade, pessoas físicas com chave Pix do tipo CPF recebem os valores diretamente na conta, sem precisar acessar novamente o sistema. A adesão a esse serviço é facultativa.

Recursos disponíveis no sistema

Entre os recursos que podem ser recuperados estão:

  • valores de contas bancárias encerradas;
  • sobras de consórcios;
  • tarifas cobradas indevidamente;
  • contas de pagamento encerradas;
  • e recursos em cooperativas de crédito e corretoras.

Até o fim de maio, mais de 31,3 milhões de correntistas já haviam resgatado seus valores. Desses, 28,4 milhões são pessoas físicas e 2,8 milhões, pessoas jurídicas. No entanto, 48,1 milhões de beneficiários ainda não efetuaram o saque, sendo que 62,8% deles têm direito a valores de até R$ 10.

Perfil dos valores esquecidos

Faixa de valor a receber Percentual de beneficiários
Até R$ 10 62,84%
De R$ 10,01 a R$ 100 25,06%
De R$ 100,01 a R$ 1.000 10,21%
Acima de R$ 1.000 1,89%

Alerta contra golpes

O Banco Central alerta que todos os serviços são gratuitos. Também reforça que o órgão não envia links nem entra em contato com correntistas. Apenas a instituição financeira indicada na consulta pode procurar o cliente. Além disso, nenhuma senha deve ser fornecida, sob qualquer circunstância.

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